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Os Perigos das Redes Sociais

Postar as fotos dos melhores momentos com seus amigos, seus encontros em família, os melhores momentos das férias dos seus sonhos, as gracinhas dos seus bichinhos de estimação, falar sobre suas opiniões políticas, seguir suas celebridades favoritas e tantas outras coisas são só uma fração do que as redes sociais têm a nos oferecer. Nesse ambiente de interação virtual, a maioria de nós nem imagina os perigos que envolvem o uso dessas redes sociais. Nesse artigo, nós vamos listar alguns dos principais riscos que qualquer pessoa pode correr usando esse recurso digital.

Ilma Vienažindytė

Ilma Vienažindytė

May 14, 2020 · Leitura de 5 min

Os Perigos das Redes Sociais

A força das redes sociais

Atualmente, bilhões de pessoas fazem uso de redes sociais todos os dias. Seja para comunicação, entretenimento ou informação, é inegável que essas plataformas são dominantes no âmbito virtual.

Exemplos estelares disso, o Facebook e o YouTube ultrapassam facilmente a marca de 1 bilhão de usuários ativos mensalmente – cada um.

Em cenários mais locais, o VK, a rede social russa mais famosa, e o WeChat, importante aplicativo chinês, alcançam vários milhões de pessoas todo mês.

Já o Twitter, outra rede social gigante, conta com outros milhões de usuários ativos diariamente.

Essas são ferramentas expressivas para anunciar produtos e serviços, pesquisar padrões comportamentais dos consumidores e até mesmo preferências pessoais, políticas e ideológicas – é o reino dos algoritmos.

Então, redes sociais podem ser vistas como qualquer coisa, menos como simples locais para postar mensagens e curtir fotos.

Agora, então, vamos listar os principais perigos das redes sociais.

1. Exposição excessiva

Parece irônico falar em exposição nas redes sociais, já que esse é um dos principais propósitos dessas plataformas: postar suas fotos, falar sobre a sua vida, mostrar sua rotina, expor aquilo que você gosta (e o que você não gosta), entre outras coisas, é o que se espera de um perfil nas redes sociais.

Mas a exposição excessiva é um problema real. Há uma grande quantidade de crimes cometidos com ajuda de informações obtidas por aquilo que as próprias vítimas postam em seus perfis.

Falar excessivamente sobre sua rotina, sobre a vida das pessoas da sua casa, os bens que vocês possuem e o que gostam de fazer dá aos criminosos dicas valiosas sobre o que fazer e como agir para prejudicar e ferir a você e aqueles que você ama e o que você tem.

É muito importante saber o que você deve postar e aquilo que é melhor manter privado.

2. Captação (e venda) das suas informações

Você até pode decidir limitar sua exposição pessoal e evitar colocar detalhes muito pessoais nos seus perfis, mas isso não elimina o fato de que as próprias redes sociais possuem imensos abismos e riscos no que se refere à segurança das suas informações e, claro, sua privacidade.

Na verdade, redes sociais e privacidade são duas coisas praticamente impossíveis de se conciliar.

O próprio Facebook, por exemplo, reconhecidamente vendeu informações de seus usuários para empresas como Bing, Netflix, Spotify e Amazon, além de outras. No caso da Amazon e do Spotify, até mesmo as mensagens privadas dos usuários foram vendidas.

Isso acontece sem que os usuários tenham noção do processo e, nos próprios contratos de termos de serviço para os usuários, esses pontos são bastante contraditórios.

Por isso, a sua melhor escolha é sempre ler os termos de serviço e tomar ciência de como as suas redes sociais favoritas funcionam. Para todo o resto, você pode contar com ferramentas que aprimoram sua privacidade na rede, como as VPNs (saiba o que é VPN).

Com uma VPN, você oculta seu IP e garante que ninguém pode espiar seu tráfego de dados na rede – algo essencial para quando você não quer terceiros bisbilhotando suas curtidas no Instagram ou suas playlists questionáveis no Spotify (descubra mais funcionalidades de uma VPN para Spotify).

Basicamente, para as redes sociais, usuários significam fluxo de informações, e esse fluxo de informações é uma mercadoria cara, valiosa e bastante procurada por empresas gigantescas que querem ampliar seus negócios.

Cuide da sua privacidade com suas próprias mãos. Fique seguro com a VPN líder mundial.

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3. Algoritmos e padronização de comportamentos

Outro ponto que serve como extensão dos dois pontos anteriores é o modo como as redes sociais são permeadas por algoritmos de todos os tipos que são capazes não só de padronizar, mas até mesmo prever os padrões comportamentais dos usuários.

Esses algoritmos são capazes de estruturar padrões de consumo (usando, por exemplo, dados sobre suas pesquisas nos buscadores mais diversos) e até mesmo preferências políticas (como o que ficou exposto no famoso caso contra o Facebook, a rede social com ampla exploração de algoritmos para fins políticos).

Isso significa que todas as suas curtidas, comentários, pesquisas e até mesmo mensagens privadas são usadas por esses algoritmos para mapear seus comportamentos, desde os mais “inofensivos” até suas opiniões mais profundas.

Não é apenas uma ameaça à integridade particular das nossas informações, mas uma ruptura completa da própria ética entre pessoas, empresas,governos e o enfraquecimento da transparência e da credibilidade dos processos políticos.

E tudo isso acontece independentemente do seu consentimento.

4. Cyberbullying

Outro ponto importante dos riscos oferecidos pelas redes sociais é o do cyberbullying (ou bullying virtual/cibernético).

Bullying é o comportamento agressivo de intimidação, assédio e ataque físico, verbal e psicológico contra alguém. As redes sociais oferecem o distanciamento físico entre a vítima e os agressores. Isso parece uma vantagem de segurança, mas na verdade é um catalisador para a agressividade.

A sensação de impunidade e anonimato impulsionam comportamentos de agressividade e humilhação contra as vítimas. E, com a facilidade da disseminação das informações na internet, a humilhação é exposta para um número imenso de pessoas.

Esse assédio atinge outras formas, como slut shaming (que é a prática de humilhar alguém, especialmente mulheres, por comportamentos sexuais) e chantagens envolvendo fotos e vídeos íntimos.

5. Dependência

O último item da lista é um efeito do uso contínuo das redes sociais. Como essas plataformas são movidas por likes, comentários e quanta atenção você consegue obter, há uma forte indução das áreas do cérebro responsáveis pelo prazer (a dopamina) ligadas a esses fatores.

Ou seja: você começa a depender desses likes para sentir mais e mais prazer, e quanto mais você obtém essa sensação, mais precisa dela.

Na verdade, o impacto das redes sociais no cérebro humano possui várias similaridades com o que é causado por vários tipos de drogas. Elas distorcem o sistema de recompensa e mantêm os usuários cada vez mais dependentes delas.


Depois dessas informações sobre os riscos envolvidos no uso das redes sociais mais variadas, é importante saber dosar não só o que você posta nelas, mas o próprio tempo que você gasta nessas plataformas.

Somado a isso, para manter um ótimo nível de privacidade e proteger os seus dados contra terceiros mal-intencionados, é essencial verificar sempre os termos de serviço e a política de privacidade das redes sociais que você usa, além de investir numa boa VPN para garantir uma camada extra de proteção à sua navegação.

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