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Como usar Wi-Fi público em segurança: VPN e outras dicas

Todos gostamos de usar um hotspot com Wi-Fi gratuito, seja num restaurante, aeroporto, centro comercial ou outro espaço público. Porém, poucas pessoas têm noção dos riscos extremos que correm ao utilizarem essas ligações, que são tudo menos seguras. Estima-se que um em cada quatro hotspots seja completamente inseguro e um perigo para a utilização pública. Por isso, é fundamental compreender como devemos proteger-nos e impedir que os dados dos nossos cartões de crédito, da conta bancária, de identificação pessoal, entre outros, sejam roubados por cibercriminosos. Veja em seguida tudo sobre os riscos das redes públicas e como é que uma VPN o protege num Wi-Fi público.

Ilma Vienažindytė Ilma Vienažindytė

Ilma Vienažindytė

Como usar Wi-Fi público em segurança: VPN e outras dicas

Como é que uma VPN o protege num Wi-Fi público?

Uma VPN ou rede privada virtual é um dos métodos mais seguros e robustos que pode utilizar para proteger os seus aparelhos eletrónicos. É especialmente vocacionado para usar em Wi-Fis públicos.

A VPN envia o seu tráfego através de um “túnel” encriptado, tornando o conteúdo extremamente difícil de decifrar ou intercetar. Tendo uma app ou programa no(s) aparelho(s) que usa para se ligar a uma rede Wi-Fi pública, poderá beneficiar deste tipo de encriptação on-the-go (em qualquer lugar e a qualquer momento). Recomendamos que use sempre uma VPN ao ligar-se a hotspots de Wi-Fi pública gratuitos.

O que esconde uma VPN?

As VPN são instrumentos versáteis, com diversas utilidades e aplicações. Podem ser usadas em diferentes contextos e por diferentes tipos de pessoas. Para esclarecer, comecemos pelo princípio: que tipo de dados pode uma VPN esconder?

Endereços de IP

O endereço de IP é um autêntico número de Cartão de Cidadão ou Bilhete de Identidade do seu smartphone, computador ou tablet. Trata-se do número único que permite a apps, websites e softwares identificá-lo e associá-lo a toda a utilização que fizer da internet. Estes dados (o seu endereço de IP e o respetivo padrão de utilização) podem depois ir parar às mãos de terceiros; seja por serem voluntariamente partilhados, seja porque a entidade que recolheu estes dados sofre um ciberataque e eles são roubados.

Ao usar uma VPN, o seu endereço de IP fica escondido. A sua utilização irá esconder-se “atrás” do IP do seu serviço de VPN, que não poderá ser usado para identificá-lo.

Localização

Qualquer endereço de IP está associado a uma localização geográfica, à semelhança dos números do código postal. Podem não “chegar” à sua morada exata, mas andam lá perto. Ao esconder o IP, uma VPN permite também esconder a sua localização. A VPN até lhe permite, inversamente, escolher um país para atribuir ao IP da sua navegação encriptada.

Histórico de navegação

O seu fornecedor de serviços de internet (ISP, da sigla inglesa Internet Service Provider) é o responsável por fazer chegar todo o seu tráfego online (o que envia e o que recebe). Mesmo sem acesso total ao conteúdo (como sucede nas comunicações HTTPS), pode sempre saber que sites visita, quando, etc. Se não quiser que os dados sobre as suas atividades sejam partilhados para fins publicitários (ou outros…), uma VPN é uma solução simples e eficaz.

O mesmo é válido se desconfiar, por exemplo, que um hacker ganhou acesso ao seu router ou à sua rede. A VPN impedi-lo-á de decifrar os conteúdos das suas comunicações.

Os perigos das redes de Wi-Fi públicas

O objetivo dos hackers que pirateiam redes de Wi-Fi públicas é conseguir a sua informação pessoal. Os exemplos mais frequentes são bem conhecidos:

  • Os seus dados bancários (banco, número de conta e, pior ainda, dados de acesso ao homebanking);
  • Endereço de e-mail e respetivos dados de acesso;
  • Fotos e vídeos pessoais;
  • A sua morada.

Os perigos são inúmeros. Os menos graves são a criação de perfis comerciais para revenda a empresas para fins de publicidade. Mas alguns riscos são bem maiores. O acesso à sua conta bancária pode traduzir-se em perdas financeiras. O roubo de identidade é um problema cada vez mais frequente. A interceção de comunicações pode ter consequências gravosas quer a nível pessoal quer para a sua empresa ou organização.

Dada a importância de estarmos sempre ligados à internet, por razões profissionais ou pessoais, mesmo fora de casa ou do local de trabalho, é fundamental perceber as fragilidades das redes públicas. Qualquer utilizador torna-se um alvo fácil para hackers ou empresas maliciosas quando conecta o seu tablet, computador ou telemóvel a redes de Wi-Fi públicas.

As principais vulnerabilidades destas redes são absolutamente elementares: seja porque os seus routers têm configurações simples ou amadoras, seja pela ausências de passwords que sejam suficientemente fortes para dificultar a entrada de hackers nas respetivas redes.

Depois de aceder, com privilégios de administrador, à rede pública que você estiver a usar, um hacker terá maneiras de conseguir invadir o seu computador ou telemóvel. Vejamos as principais:

Ataque “Evil Twin”

A expressão “evil twin” significa “gémeo mau” e refere-se à rede Wi-Fi “gémea” criada pelo cibercriminoso que leva o utilizador a pensar que está a ligar-se à rede normal ou expectável. Ao entrar (sem se aperceber) na rede gerida pelo hacker, o utilizador expõe uma grande quantidade de dados ao criminoso.

Injeção de Malware

A injeção de malware consiste no recursos a técnicas de phishing ou similares para injetar, isto é, inserir malware no aparelho da vítima. Sem se aperceber, poderá estar a instalar um pequeno e discreto software comandado remotamente por um cibercriminoso, que se encarregará de recolher os seus dados bancários ou outros.

Man in the middle

A expressão man in the middle significa “homem no meio”. Um ataque man in the middle (MITM) significa que um hacker pode conseguir infiltrar-se, literalmente, na ligação entre o seu computador ou smartphone e um site ou serviço ao qual esteja a tentar aceder, conseguindo descobrir as senhas que usa para aceder a esses serviços e o endereço de e-mail associado, entre outros dados.

Wi-Fi sniffing

O Wi-Fi sniffing consiste na colocação de software de análise de packets numa rede Wi-Fi. Este software investigará as comunicações que estão a ser enviadas e trocadas na rede e transformará a informação em conteúdo legível para o ciberatacante. É como se o hacker colocasse um espião na rede, encarregado de recolher informação.

Wi-Fi Honeypots

Executando manobras semelhantes aos ataques “evil twin”, os Wi-Fi Honeypots são redes Wi-Fi aparentemente legítimas mas que são, na verdade, controladas por hackers. Quanto mais utilizadores os hackers conseguirem que se liguem a esta rede, mais dados pessoais (logins, passwords, endereços de e-mail, etc.) conseguirão obter.

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Um fornecedor de Wi-Fi pública pode aceder ao meu histórico de navegação?

Sim, é possível. Não é totalmente garantido, pois depende do router que estiver a ser utilizado, mas os routers modernos mantêm registos, os chamados “logs”, relativos aos domínios que foram visitados e por quanto tempo. Se estiver a navegar numa página sem encriptação TLS/SSL, o fornecedor de Wi-Fi conseguirá também saber exatamente que informação foi vista e enviada.

No caso dos aparelhos mobile, a devassa é ainda maior: o gestor do Wi-Fi consegue saber a quem telefonou, para quem enviou mensagens online, que aplicações usou e por quanto tempo. Assim o gestor do Wi-Fi, assim o hacker que tenha obtido permissões semelhantes.

Dicas de segurança: como defender-se contra hackers em Wi-Fis públicos

A melhor forma de impedir o acesso de criminosos ao seu telemóvel ou computador através de uma rede pública é informar-se dos riscos e saber como geri-los. Tenha sempre presente as principais dicas:

  • Reduza ao mínimo a utilização de redes públicas
  • Se tiver mesmo de aceder a uma rede Wi-Fi pública, faça-o para as tarefas mais simples, curtas e menos importantes possível. Evite aceder a contas bancárias, utilizar o cartão de crédito, fazer compras online, usar aplicações do Estado (como o Portal das Finanças), entre outros.

  • Desative todas as ligações automáticas a redes gratuitas que possa ter pré-programado no seu computador ou dispositivo móvel
  • O seu aparelho vai memorizar as redes a que já acedeu ou que já detetou anteriormente. Dependendo da configuração determinada por si, poderá tentar ligar-se automaticamente a tais redes no futuro. Você poderá ligar-se a uma dessas redes antes de dar por isso.

  • Certifique-se da rede a que se está a ligar
  • Se quiser aceder à rede de um restaurante ou café, pergunte ao estabelecimento o nome exato da rede local.

  • Desligue a partilha de ficheiros automáticos e verifique a sua firewall
  • Na sua rede doméstica ou corporativa, a partilha de ficheiros automática é muito prática, mas mantê-la ativa numa rede pública pode dar mau resultado. Lembre-se ainda de ter sempre a sua proteção contra malware ativa.

  • Use passwords fortes
  • Use passwords complexas e não baseadas nos seus dados pessoais; não use a mesma password para diferentes contas ou serviços; e mude as suas passwords com frequência.

  • Ative a dupla autenticação
  • A autenticação por dois fatores tem vindo a ser implementada para dificultar a vida aos cibercriminosos. Ative-a sempre que estiver disponível.

  • Instale uma VPN
  • Arranje uma VPN que proteja realmente os seus dados. Com segurança VPN poderá desfrutar das redes de Wi-Fi públicas minimizando os riscos. Além disso, uma VPN esconde o seu IP ao ligar o seu aparelho a um servidor VPN, o que ajuda a esconder a sua atividade de terceiros.

Pode uma rede Wi-Fi bloquear uma VPN?

Embora a maioria dos hotspots de Wi-Fi públicos não seja suficientemente sofisticada para bloquear as VPN, alguns ISP poderão usar uma ferramenta de deteção de IP para descobrir a localização física do servidor VPN; seguidamente, usará uma firewall para bloquear o respetivo endereço de IP. Felizmente, a NordVPN fornece milhares de servidores diferentes, pelo que a solução, neste cenário, é simples: basta escolher um servidor diferente.

Como escolher a melhor VPN

Usar uma VPN é extremamente fácil – tão simples como instalar um videojogo ou qualquer outra app! As VPNs modernas não exigem ao utilizador que seja profissional de cibersegurança ou perito em informática – da mesma forma que quem compra um alarme para proteger a sua casa não precisa de ser eletricista. O software trata de todo o trabalho de configuração por si, bastando seguir alguns passos simples.

A dificuldade está, não na utilização, mas na escolha. Tenha em atenção os seguintes aspetos ao escolher uma VPN:

  • Encriptação forte. Certifique-se que a sua VPN utiliza padrões de encriptação totalmente atualizados, garantindo uma conexão segura e protegida.
  • Uma grande quantidade de recursos de segurança ajuda imenso, principalmente se trabalha em áreas ou setores de maior risco. Certifique-se que a sua VPN oferece funcionalidades como servidores ofuscados, que escondem o facto de que está a usar uma VPN, ou uma Kill Switch, que o desliga da internet se perder a ligação à VPN.
  • Bom apoio ao cliente, para o caso de precisar de ajuda com alguma questão;
  • Evite VPN’s grátis, pois em geral não oferecem um serviço fiável. O seu modelo de negócio baseia-se na recolha dos seus dados de utilização e na sua revenda a terceiros para efeitos de publicidade. Além disso, como são iniciativas empresariais de fraca qualidade, têm funcionalidades limitadas e estão mais sujeitas a fugas ou vazamentos (leaks) de dados
  • Capacidade de proteger vários aparelhos. Neste caso será capaz de proteger os seus aparelhos mobile, portáteis e PC com uma única conta, incluindo os da sua família. Certifique-se que usa um serviço VPN no seu telemóvel ou tablet, pois como levamos estes aparelhos connosco estamos sempre a expô-los aos mais diversos hotspots Wi-Fi.

Assim, a melhor escolha seria aderir a um serviço por subscrição, no qual sabe exatamente o que está a levar pelo dinheiro que investe. Eis o que a NordVPN lhe oferece:

  • Segurança confiável. Não foi por acaso que a NordVPN ganhou o prémio de melhor VPN em 2019. Qualquer análise ou review NordVPN lhe dirá que o nosso produto é consistente e eficaz.
  • Encriptação forte. Os nossos servidores utilizam o padrão de criptografia avançada AES-256, também utilizado por diversos governos nos seus sistemas informáticos.
  • Encriptação dupla. Se não lhe basta a segurança do AES-256, pode optar por direcionar o seu tráfego através de dois servidores diferentes.
  • Grande cobertura. A NordVPN oferece servidores físicos localizados num número de países maior que o da maioria dos serviços de VPN premium.
  • Configuração fácil. Logo que a NordVPN esteja instalada no seu computador ou telemóvel, só precisa de selecionar um servidor. Basta carregar num botão.
  • Proteção até 6 dispositivos. A NordVPN permite-lhe proteger até seis dispositivos pessoais, sendo ideal para a sua família. Além disso, está disponível nos principais sistemas operativos.
  • Proteção contra ameaças maliciosas. A funcionalidade Proteção contra ameaças irá automaticamente impedi-lo de aceder a sites classificados em listas negras de segurança. Também servirá como barreira aos incómodos “ads” (anúncios) que se encontram frequentemente.

Sua segurança online começa com um clique.

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Ilma Vienažindytė
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success Autor verificado
Ilma Vienažindytė é uma criadora de conteúdo apaixonada por tecnologia e segurança on-line. Além do foco em tecnologia, também se especializa em levar perspectivas de cibersegurança a novos mercados.