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Banimentos contra VPN: como funcionam e quem está por trás deles

As discussões sobre liberdade e privacidade na Internet são cada vez mais importantes e ganham ainda mais relevância agora que governos e corporações apertam o cerco com políticas rígidas sobre o uso de VPNs, colocando em risco os direitos digitais e a liberdade ao controlar e restringir a Internet enquanto plataforma global e aberta. Leia esse artigo para saber quem está por trás dos banimentos de VPN e como eles são colocados em prática.

10 de nov. de 2025

11 minutos de leitura

Banimentos contra VPN: como funcionam e quem está por trás deles

As redes virtuais privadas e seu uso primário

Uma rede virtual privada (VPN) é uma ferramenta de cibersegurança projetada para criptografar sua conexão com a Internet e proteger sua privacidade online. Uma VPN oculta seu endereço de IP verdadeiro estabelecendo um túnel criptografado entre o seu dispositivo e um servidor para transmitir seus dados de forma segura e privativa. O objetivo principal é melhorar sua segurança e sua privacidade digitais, protegendo seu dispositivo contra as ameaças online, além de te permitir aproveitar uma experiência online fluída, sem censura e monitoramento.

O que são banimentos de VPN?

Os banimentos contra VPNs são restrições impostas por governos, empresas e provedores de serviço de Internet (ISPs) contra o uso de VPNs. Essas entidades e grupos proíbem ou restringem o uso de VPNs em ambientes específicos para impedir que os usuários burlem métodos de censura ou ocultem suas atividades online. As VPNs são restringidas através de tecnologias que detectam e bloqueiam tráfego VPN, limitando ou negando completamente o acesso aos serviços de VPN.

Quem inicia os banimentos de VPN?

Os banimentos de VPN geralmente são iniciados por uma ampla gama de entidades, cada uma delas com suas próprias motivações. Entretanto, o propósito de banir uma VPN geralmente é o de controlar e monitorar o uso da Internet dentro da jurisdição da entidade.

Governos

Alguns governos implementam políticas restritivas na Internet para manter a estabilidade social e política, além de gerenciar a opinião pública controlando o acesso às informações e o bloqueio de certos sites. Uma VPN é uma ferramenta que muda o endereço de IP de um usuário, fazendo parecer que a navegação parte de um local diferente, o que permite o acesso a sites bloqueados. Para impedir que as pessoas burlem essas limitações e para manter o status quo, os governos podem aplicar banimentos contra o uso de VPN.

Em resposta ao nível de privacidade e proteção oferecido pelas VPNs, os governos dentro e fora da aliança Five Eyes banem o uso de VPN para proteger sua segurança nacional. As autoridades têm como objetivo limitar a disseminação de ideologias extremistas, reduzir os riscos de ciberataques contra infraestrutura crítica e prevenir a disseminação de desinformação, levando à falta de confiança nas instituições de governo.

Em países com regimes restritivos, os provedores de Internet desempenham um papel importante ao determinar se os usuários estão seguindo as leis e regulamentações sobre o uso de VPN. É importante levar em conta que o seu provedor de serviço de Internet (ISP) consegue saber se você usa uma conexão VPN. E seu provedor pode ser obrigado a bloquear o tráfego VPN, registrar as atividades dos usuários e informar tudo ao governo, ou até mesmo tomar ações de acordo com leis locais e nacionais. É por isso que você pode visualizar mensagens como "Seu IP foi temporariamente bloqueado” ou outras mensagens de erros na sua tela. Usar uma VPN em países nos quais as VPNs são proibidas pode legar a penalidades legais, aumento de vigilância por parte das autoridades ou até mesmo prisão (o que geralmente acontece em atividades ilegais ou atividades relacionadas a cibercrimes).

Aqui estão alguns exemplos de países nos quais o uso de VPN é limitado ou completamente proibido:

  • China. Embora o uso de VPN na China seja tecnicamente legal, todos os serviços de VPN que operam no país devem ser aprovados pelo Partido Comunista Chinês (PCC). A maioria dos provedores de VPN na China é obrigada a registrar os dados dos usuários, o que reduz significativamente a privacidade online dessas pessoas. O governo chinês implementou o “Grande Firewall” no início dos anos 2000 para controlar o acesso a sites e serviços online estrangeiros.
  • Índia. As VPNs são legais na Índia. Mas os provedores de serviços de VPN no país devem registrar e monitorar o tráfego de VPN e fornecer essas informações ao governo mediante solicitação, o que vai contra o propósito central de uma VPN. As principais razões para essa exigência são manter a segurança nacional e prevenir crimes cibernéticos.
  • Irã. O Irã começou a limitar o acesso a VPNs em 2013. Embora seja legal usar uma VPN aprovada pelo governo, esses serviços são fortemente regulamentados e monitorados. O objetivo do governo é restringir o acesso à mídia ocidental e às redes sociais que possam ajudar os cidadãos a se organizar contra o regime. Qualquer tentativa não aprovada de usar uma VPN pode resultar em até um ano de prisão.
  • Rússia. Em 2017, a Rússia proibiu todas as ferramentas que pudessem ajudar os usuários a contornar a vigilância na Internet, incluindo VPNs, proxies e a rede Tor. Assim como outros governos restritivos, a Rússia busca controlar a disseminação de “materiais extremistas”. No entanto, dá para usar serviços de VPN aprovados pelo governo, que registram sua atividade online, o que anula o propósito central de uma VPN.
  • Síria. O governo sírio implementou restrições contra as VPNs em 2011 como parte de uma censura mais ampla à Internet, iniciada com a guerra civil. As autoridades bloqueiam o acesso a determinados sites e monitoram o uso da internet pelos cidadãos para reprimir a oposição.
  • Paquistão. As VPNs não são proibidas no Paquistão. No entanto, seu uso é altamente restrito. O governo permite apenas serviços de VPN aprovados. Além disso, os provedores de VPN são obrigados a registrar o tráfego online dos usuários e fornecê-lo ao governo, cujo objetivo é combater atividades ilegais e cibercrimes. Essas restrições entraram em vigor já em 2020.
  • Turquia. A Turquia começou a bloquear serviços de VPN juntamente com a rede Tor em 2016. Além de restringir essas ferramentas de cibersegurança, o governo turco ocasionalmente bloqueia sites populares de mídias sociais como YouTube, Facebook, Wikipedia e X (antigo Twitter), com a justificativa de combater o terrorismo.

Corporações

As corporações tendem a bloquear as VPNs por razões práticas centradas em torno de elementos como produtividade e foco no trabalho. Uma VPN cria um túnel criptografado e oculta o endereço de IP real dos usuários, permitindo que os empregados possam burlar filtros corporativos de navegação. Limitar o acesso à VPN pode ajudar a minimizar distrações e prevenir acesso a sites que não são relacionados ao trabalho, como mídias sociais por exemplo.

Apesar de que manter o uso da Internet no trabalho dentro de limites profissionais possa ser uma das principais preocupações que levam as empresas a bloquear as VPNs, isso também se amplia para questões de segurança. Se, por exemplo, a conexão VPN for comprometida, isso pode abrir portas para acessos não autorizados e roubo de dados. Então, limitar uma VPN pode garantir que os ativos privados da empresa fiquem em segurança.

Outras organizações

Além de governos e corporações, outras organizações também podem banir VPNs para regular o uso da Internet em suas redes:

  • Escolas, colégios, faculdades e universidades algumas vezes podem bloquear VPNs em suas redes como forma de garantir a integridade acadêmica e prevenir que os estudantes acessem conteúdo impróprio. O bloqueio das VPNs nessas redes ajuda as entidades educacionais a controlar e prevenir ações nocivas como cyberbullying.
  • Grandes empresas de streaming também podem restringir o uso de VPN em seus sites para garantir a compliance com leis de distribuição e leis de copyright de conteúdo digital. Essas plataformas usam tecnologias de detecção de VPN (que nós vamos abordar mais adiante) e bloquear usuários que tentam burlar essas restrições.
  • Instituições financeiras também restringem usuários que tentam usar seus serviços enquanto se conectam a um servidor VPN para prevenir fraude e acesso não autorizado a informações financeiras. Bancos e outros serviços financeiros só permitem que seus serviços sejam usados em determinadas localizações.

Como as VPNs são bloqueadas?

Governos e empresas que têm como objetivo proibir cidadãos e empregados de usar VPNs podem aplicar várias técnicas para bloquear essas ferramentas de cibersegurança. O primeiro método é muito direto e consiste em coletar uma lista de endereços de IP usados por um serviço VPN em particular e aí criar uma lista de bloqueios desses IPs na rede. Também dá para configurar um firewall para bloquear portas VPN. A mecânica é simples: se você tentar acessar um servidor através de uma porta bloqueada, o firewall ou o sistema vão negar a solicitação e prevenir comunicações entre o seu dispositivo e o servidor.

Governos e organizações também empregam deep packet inspection (DPI, ou inspeção profunda de pacotes), uma forma de monitoramento de pacotes usada para identificar tráfego VPN em uma rede. O DPI analisa pedaços e framentos de dados que se movem entre o computador do usuário e um servidor e identifica padrões e assinaturas típicos de protocolos de VPN. Depois de identificar a conexão VPN, ele impede a atividade VPN.

Como os banimentos de VPN afetam os usuários comuns na Internet

As pessoas usam as VPNs para melhorar a privacidade e prevenir que terceiros monitorem suas atividades online. Estes terceiros podem incluir agentes maliciosos com o objetivo de roubar informações pessoais ou agências governamentais que buscam limitar o acesso dos cidadãos às mídias alternativas. Então, as restrições contra VPNs mudam significativamente a experiência online para os usuários comuns da Internet, potencialmente criando um ambiente online limitado, monitorado e menos seguro.

O futuro das VPNs e a privacidade online

Enquanto as preocupações com a privacidade de dados e as ciberameaças continuam crescendo, existe a tendência de que mais indivíduos e empresas recorram às VPNs para ter mais segurança e garantia de privacidade. Especialistas em cibersegurança preveem que, no futuro, as VPNs poderão usar inteligência artificial para avaliar as necessidades dos usuários e adaptar automaticamente suas configurações aos hábitos de navegação, garantindo proteção ideal. As VPNs podem se tornar um recurso padrão dos sistemas operacionais ou do próprio hardware, funcionando em segundo plano para proteger os usuários contra as ameaças online.

O aumento da demanda por proteção digital transformou o cenário das VPNs e impulsionou o interesse por VPNs descentralizadas (dVPNs). As dVPNs usam nodos fornecidos por voluntários, o que elimina a necessidade de servidores centralizados e dificulta o monitoramento e a censura do tráfego por parte de entidades, provedores de Internet e governos. Embora as dVPNs apresentem algumas desvantagens, elas são mais uma ferramenta usada para melhorar a privacidade online.

Em ambientes restritivos nos quais as VPNs são bloqueadas, os usuários precisam de novas formas de contornar as limitações das redes locais. É aí que entram soluções como o NordWhisper. Esse protocolo de nova geração ajuda os usuários a acessar sites bloqueados, evitar filtros de conteúdo e navegar livremente em redes Wi-Fi públicas. Ferramentas como essa representam um passo em direção a uma internet mais livre e aberta.

Se você estiver interessado em uma análise mais abrangente sobre questões de privacidade na Internet, confira nosso artigo sobre as principais tendências de cibersegurança para 2025.

FAQ

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Jean Augusto | NordVPN

Jean Augusto

Jean é entusiasta de cybersegurança e copywriter na NordVPN. Uma das suas maiores motivações é criar e disseminar conteúdo que ajuda as pessoas a adotar comportamentos que promovem a melhoria da segurança pessoal na internet.