Relatório de Cibersegurança dos Consumidores da NordVPN de 2026: um guia prático para enfrentar as ameaças online

A NordVPN publicou seu primeiro Relatório de Cibersegurança do Consumidor com o objetivo de analisar o cenário das ameaças em constante evolução e de dar um panorama analítico sobre quais passos devem ser tomados, indo muito além de medidas simplistas. Nesse artigo, vamos analisar as descobertas e discutir o que elas significam para a sua segurança online.

Um notebook com o Relatório de Cibersegurança dos Consumidores da NordVPN de 2026 aberto.

O que é o Relatório de Cibersegurança do Consumidor de 2026?

O Relatório de Cibersegurança do Consumidor de 2026 da NordVPN é um documento bem detalhado de inteligência de ameaças criado pela Divisão de Inteligência de Segurança da NordVPN. Criado por alguns dos maiores especialistas da NordVPN, o relatório analisa dados coletados ao longo da primeira metade de 2026 e oferece uma análise detalhada sobre as ciberameaças atuais e aquelas que ainda podem surgir, incluindo golpes baseados em IA, phishing baseado em confiança e perigos que surgem da dark web.

Você pode ler o relatório completo aqui opens in a new tab.

O que chamou nossa atenção

Com base no Relatório de Cibersegurança do Consumidor de 2026, o antivírus de última geração da NordVPN bloqueou aproximadamente 130000 links maliciosos todos os dias (1.2% de 12 milhões de URLs analisadas diariamente). Como a funcionlaidade analisa aproximadamente 360 milhões de endereços web distintos a cada mês, o número de URLs nocivas pode ser de até 1.3 milhões, representando uma ameaça online para quem não usa nenhum tipo de proteção online.

O relatório também levantou preocupações sobre uma quantidade massiva de informações roubadas circulando pela dark web. De acordo com estatísticas reunidas pelos pesquisadores sênior de inteligência de ameaças da NordVPN reunidas em um período de 90 dias, as ferramentas de monitoramento identificaram 8.4 milhões de contas comprometidas na dark web. Em média, os dados típicos dos usuários foram expostos 4.5 vezes no começo de 2026. Os dados vazados mais comuns incluem endereços físicos (24%), nomes completos (23%), informações de redes sociais (10%) e senhas (9%).

O fato de haver um aumento de 33% a cada mês no volume de dados expostos na dark web durante a primeira metade de 2026 também sugere uma mudança potencial ligada à industrialização do cibercrime. Os números altos de endereços físicos vazados e nomes completos indicam também que os cibercriminosos são mais propensos a combinar identificadores digitais com identificadores do mundo real para desenvolver perfis completos das vítimas.

E, por fim, o relatório coloca uma ênfase bem forte nos golpes, principalmente aqueles que exploram domínios de alto nível (TLD). Enquanto as redes sociais e o e-commerce continuam como os principais alvos dos golpistas, os cibercriminosos também favorecem o lançamento de esquemas fraudulentos através de domínios falsos. Uma porcentagem assustadora de 43.2% de todos os casos interceptados mostram o domínio .com. Isso acontece porque os criminosos sabem que os usuários geralmente confiam nesse tipo de domínio muito mais do que em extensões como .shop ou .top.

O aumento dos golpes gerados por IA

O Relatório de Cibersegurança do Consumidor de 2026 da NordVPN também mostra o uso crescente de IA em atividades cibercriminosas. O aumento da IA Generativa (GenAI) facilitou a criação de fraudes, permitindo que até os criminosos com baixo nível de habilidade consigam lançar ataques altamente sofisticados e personalizados. Além disso, as capacidades da IA generativa estão ajudando os cibercriminosos a automatizar tarefas como verificação de vulnerabilidades digitais, explorando legados de sistema e construindo kits evasivos de infostealers com uma velocidade enorme e em quantidades imensas. É por isso que os golpes criados com IA são um desafio tão grande para os sistemas de cibersegurança.

Os golpes gerados por IA também são perigosos porque são capazes de gerar textos, cenários e vozes que são quase impossíveis de diferenciar das vozes de pessoas reais ou das marcas. E os golpistas não param por aí. De acordo com o relatório, os cibercriminosos estão explorando o hype da IA se passando por sites e ferramentas legítimas como Google Gemini CLI para enganar usuários fazendo com que baixem malware ou informem detalhes de pagamentos.

Essas descobertas sugerem ainda mais que a tecnologia de IA está criando golpes cada vez mais sofisticados. Então, é importante verificar a autenticidade das plataformas, downloads e URLs antes de interagir com elas.

Quais são os alvos mais comuns?

De acordo com o Relatório de Cibersegurança dos Consumidores de 2026, agentes maliciosos preferem algumas regiões, gostam de se passar por certas marcas com mais frequência e agem com mais intensidade em determinadas épocas do ano. Os dados coletados mostram que 99% das tentativas de phishing usam as imagens de apenas 300 marcas, e as mais populares são essas:

  • Microsoft (16.12%). É um alvo principalmente por conta das suas credenciais de tecnologia e serviços de armazenamento em nuvem.
  • Roblox (12.32%). É um alvo para atacar usuários mais jovens com o objetivo de roubar moedas no game.
  • Google (9.94%). É um alvo porque serve como porta de entrada para acessar todas as outras contas com reconfigurações de senhas.

Os agentes maliciosos também têm muito interesse em usuários dos Estados Unidos, Reino Unido e países da Europa Ocidental (como França, Alemanha e Espanha). O relatório indica que esses países são os principais alvos de malware e phishing.

Esses países são alvos mais visados porque possuem PIB mais alto e mais imersão e dependência tecnológica, como computação em nuvem e dispositivos que formam a Internet das Coisas (IoT). Em outras palavras, esses países apresentam oportunidades de alto valor e uma superfície de ataques mais ampla, o que faz deles alvos muito atraentes para os cibercriminosos.

Quando se trata de timing, os golpistas também possuem as épocas favoritas do ano para lançar seus ciberataques. Em janeiro de 2026, por exemplo, a NordVPN bloqueou mais de 5 milhões de tentativas de malware, a maior taxa do ano todo até o momento. Esse aumento se alinha com temporadas de compras e férias, favorecendo o lançamento desses ataques aproveitando a tendência maior que as pessoas têm de querer aproveitar ofertas e de consumir, tudo com um senso de urgência e o medo de perder oportunidades de vendas e descontos. Com base nesssa lógica, os especialistas de cibersegurança apontam que a Black Friday e o Natal são períodos que podem apresentar um aumento parecido ou talvez até maior nas tentativas de golpes, phishing e malware.

Um olhar para o futuro

Com base no Relatório de Cibersegurança do Consumidor de 2026, o cenário das ameaças está ficando mais distante de ataques genéricos em larga escala e caminhando mais em direção às operações altamente personalizadas e mais autônomas. Por conta da IA, a acessibilidade e a sofisticação dos cibercrimes passou por várias transformações, gerando a necessidade de repensar as defesas tradicionais.

Os usuários cotidianos da internet agora precisam lidar com ameaças que ultrapassam as capacidades de software antivírus tradicional e filtros de spam. Hoje, não basta ter um antivírus e usar navegadores com foco em privacidade. Estamos entrando em uma época onde a consciência crítica e a vigilância pró-ativa são essenciais para navegar online e enfrentar os riscos digitais com mais eficiência. Isso incliui lidar com cada mensagem, e-mail ou solicitação com ceticismo e cuidado, verificando as informações antes de tomar qualquer decisão.

Conforme as ameaças ficam mais automatizadas, os usuários e os provedores de cibersegurança precisam se adaptar. A capacidade de detectar ameaças com antecedência, análise contextual e hábitos de segurança mais fortes fazem uma diferença imensa no combate às ameaças online emergentes.

E não dá para esquecer que as defesas adaptativas e práticas digitais bem informadas são essenciais na proteção dos dados pessoais, finanças e identidades online diante de táticas que evoluem constantemente. É importante julgar as instituições e plataformas pelo comportamento que elas apresentam ao invés de fazer isso só pela aparência. Mantenha o ceticismo ao analisar conteúdo, combine ferramentas automatizadas com seu próprio senso crítico e, juntos, esses recursos formam uma defesa bem forte contra o cenário das ciberameaças que mudam constantemente.

Como você pode se proteger

As ciberameaças evoluem o tempo todo, mas você também pode evoluir. Apesar de ser impossível ter uma proteção infalível contra as ameaças online (já que você teria que ficar totalmente offline, o que é praticamente impossível no mundo atual), você ainda pode fortalecer suas defesas online seguindo algumas dicas simples:

  • Não tenha pressa. Os cibercriminosos criam ataques com a expectativa de as vítimas agirem de forma impulsiva. É importante refletir se o que você vê e ouve é real e confiável antes de clicar em um link suspeito ou responder chamadas e e-mails desconhecidos.
  • Verifique as fontes. Se você receber uma solicitação estranha do seu banco, de alguma loja, empresa, provedor de serviço ou o que quer que seja, tenha uma postura cética. Entre em contato apenas com canais oficiais e confiáveis, seja por telefone, e-mail ou pessoalmente. Mesmo se o conteúdo parecer real, verifique tudo antes.
  • Use um verificador de links. Antes de clicar em uma URL suspeita, use o verificador de links da NordVPN. É um jeito simples e rápido de identificar sites falsos.
  • Use proteção inteligente. Ferramentas como o antivírus de última geração da NordVPN bloqueiam o acesso a sites maliciosos e impedem malware. Adote essas ferramentas no seu dia a dia.
  • Sempre se informe e se atualize. O alerta de golpes e fraudes do antivírus de última geração da NordVPN te avisa sobre as principais ciberameaças em tempo real. E é importante sempre buscar informações que podem te ajudar a se proteger online.
  • Gerencie suas pegadas digitais. Até mesmo a menor quantidade de dados pode ajudar os golpistas a saber mais sobre sua personalidade online, então é importante limitar o que os outros podem ver nas suas mídias sociais. Isso também torna mais difícil para os golpistas conseguirem treinar IA com sua voz, seu rosto e seus hábitos pessoais.
  • Tenha proatividade. Se você identificar algo estranho online, denuncie. Suas ações podem ajudar a evitar que outras pessoas caiam nos golpes.

Metodologia

O relatório foi feito com base na análise dos dados obtidos através de duas fontes:

  1. 1.Feeds externos de inteligência de ameaças de terceiros, que fornecem domínios, URLs, phishing, golpes, malware e inteligência de hash de malware.
  2. 2.Nossos próprios dados de detecção, que consistem de dados agregados e anônimos gerados pelas funcionalidades de segurança da NordVPN durante a primeira metade de 2026 (H1 2026).

Para produzir essa pesquisa, os especialistas da NordVPN analisaram sinais internos de segurança comparando-os com fontes externas relevantes de inteligência de ameaças. Todas as análises foram feitas no nível agregado. Elas não envolveram nenhuma informação que pudesse ser conectada a indivíduos.

Os dados refletem apenas as atividades de detecção de ameaças dos dispositivos que contam com funcionalidades de proteção que sejam relevantes e que estivessem ativadas. Funcionalidades diferentes contribuem com métricas diferentes:

Proteção contra golpes e phishing. Esses números são baseados em resultados agregados de detecção de ameaças gerados quando essa proteção está ativada. A funcionalidade verifica as URLs e o conteúdo web em tempo real para identificar e bloquear sites e downloads potencialmente maliciosos. Durante os primeiros seis meses de 2026, foram analisados mais de 2 bilhões de URLs únicas, 1.2% foram identificados como maliciosos.

Dark Web Monitor. Essa funcionalidade verifica se as credenciais associadas à conta de um usuário que aparecem em vazamentos de dados conhecidos. Para essa pesquisa, a NordVPN analisou 8 milhões de notificações de vazamentos identificados através do monitoramento da dark web. As análises foram limitadas às listas de vazamentos e não envolvem acessar, abrir ou analisar informações pessoais contidas em conjuntos de dados vazados.

Golpes de criptomoedas. A NordVPN analisou 2.5 milhões de endereços de criptomoedas identificados por fontes externas como potencialmente ligados a golpes ou fraudes. Essa inteligência ajuda o serviço a alertar os usuários sobre endereços de carteiras conhecidos ou suspeitos.

Proteção de chamadas. Métricas agregadas a nível de serviço incluem mais de 1 milhão de eventos de proteção de chamadas. A funcionalidade é projetada para identificar e sinalizar chamdas que podem ser associadas a golpes ou atividades fraudulentas.

Sua segurança online começa com um clique.

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Jean Augusto | NordVPN

Jean Augusto

Jean é entusiasta de cybersegurança e copywriter na NordVPN. Uma das suas maiores motivações é criar e disseminar conteúdo que ajuda as pessoas a adotar comportamentos que promovem a melhoria da segurança pessoal na internet.