Como os brasileiros se sentem em relação à privacidade online?
A pesquisa da NordVPN mostra que os brasileiros em geral possuem um bom nível de compreensão sobre privacidade dos dados pessoais, e muitos se sentem confortáveis e seguros em fazer pagamentos online e com o modo como seus dados pessoais são gerenciados online em geral.
De acordo com a pesquisa da NordVPN:
- 92% dos brasileiros afirmam que gostariam de receber notificações imediatamente caso seus dados pessoais forem comprometidos.
- 75% dos entrevistados brasileiros entendem como os dados pessoais são coletados e utilizados por serviços online e plataformas de mídias sociais.
- 60% dos entrevistados no Brasil afirmam que se sentem no controle sobre o modo como seus dados pessoais são gerenciados online.
- 63% dos brasileiros afirmam que sentem confiança ao compartilhar informações de pagamento nos sites ao fazer compras online.
- Além disso, 79% responderam que revisam e ajustam as configurações de privacidade nos apps e sites que usam.
As pontuações entre os brasileiros são bem altas e indicam um nível bem auto de conhecimento sobre riscos online e privacidade e sobre como diminuir os rastos das pegadas digitais e sobre monitoramento online.
Como o Brasil se compara ao resto do mundo
Entre os 23 mercados pesquisados, o Brasil tem boas colocações. No critério conhecimento, os brasileiros pontuaram 75%, acima de países como Canadá (73%), Estados Unidos (72%) e Reino Unido (73%). O México ficou em primeiro lugar, com 84%, e a última colocação ficou com o Japão (44%).
A maior pontuação dos brasileiros foi no critério de alerta, ou seja, o nível de rapidez para perceber e responder a problemas digitais de privacidade e segurança online, com 92%, perdendo apenas para Noruega (96%), Dinamarca (94%) e Suécia (93%).
E a menor pontuação entre os participantes do Brasil foi no quesito de controle, ou seja, o quanto as pessoas sentem que controlam seus dados e sua privacidade online. Os brasileiros pontuaram apenas 60%, enquanto a pontuação mais alta ficou com Taiwan (80%) e a mais baixa com o Japão (39%). A média total do Brasil ficou em 74%.
Resultados globais
Apesar de cada mercado ter seus próprios dados e realidades, existem várias tendências de privacidade compartilhadas entre os diferentes países:
- Querer saber sobre um vazamento de dados é a expectativa de privacidade mais consistente em todos os 23 mercados. A demanda mais forte por alertas imediatos de vazamentos aparece na Noruega (96%), Dinamarca (94%) e Suécia (93%), enquanto o Japão (77%) e a Alemanha (76%) relatam os resultados mais baixos nessa métrica.
- Os participantes na América Latina e em partes do Leste Asiático relatam alguns dos hábitos de privacidade mais fortes. México (82%), Brasil (79%), Taiwan (75%) e Hong Kong (76%) lideram a pesquisa quando se trata de revisar regularmente as configurações de privacidade, permissões de apps ou segurança da conta.
- Sentir-se informado frequentemente marca pontuações mais altas do que sentir controle. Na maioria dos mercados, as pontuações sobre conscientização de privacidade ficam entre 67% e 84%, enquanto o controle de dados pessoais frequentemente cai para taxas de 39% a 66%, o que aponta uma lacuna clara entre o processo de entender os riscos de privacidade e conseguir de fato gerenciar esses riscos.
- As principais lacunas entre consciência e controle aparecem nos países nórdicos e no Japão. Os participantes nesses mercados valorizam muito os alertas de violação de dados, mas relatam menos confiança quando se trata de gerenciar dados pessoais online.
- Taiwan e Hong Kong se destacam na confiança digital. Esses mercados combinam forte consciência sobre privacidade, alta demanda por alertas de violação e alguns dos sentimentos mais fortes de controle pessoal do estudo.
- O Japão relata as pontuações mais baixas em várias medidas de privacidade. O Japão marca pontuações mais baixas em consciência sobre privacidade (44%), controle de dados pessoais (39%) e hábitos de configuração de privacidade (49%) entre todos os mercados abrangidos na pesquisa.
- Em quase todos os mercados, a preocupação pontua mais alto do que a confiança. As pessoas se importam muito com dados pessoais, querem alertas rápidos quando algo dá errado e prestam atenção nos riscos online.
- Mesmo assim, a confiança nos pagamentos online e no controle de dados pessoais muitas vezes têm pontuações mais baixas, o que sugere que muitas pessoas ainda querem escolhas mais claras, mais visibilidade e ferramentas mais fortes para se proteger online.
Quais grupos sentem mais confiança online?
A pesquisa mostrou que a confiança na privacidade online não é a mesma entre diferentes grupos e faixas etárias. O nível de conhecimento, hábitos de segurança e senso de controle e confiança mudam de acordo com cada grupo:
- A geração dos millennials (de 35 a 44 anos) é a faixa etária que lidera e pontua mais alto nos critérios de conhecimento, confiança, controle e comportamentos de privacidade, o que sugere que o nível mais alto de engajamento digital se alinha com o estágio de vida profissional e familiar que demanda mais responsabilidade.
- O grupo com faixa de renda mais elevada teve pontuações mais altas em conhecimento, controle e comportamento de privacidade. Existe uma correlação direta entre maior poder aquisitivo e maior nível de conhecimento sobre segurança digital.
- Jovens adultos e desempregados têm pontuações mais baixas no critério de controle online dos dados. Ou seja, os jovens não mostram necessariamente mais consciência e conhecimento que os usuários mais velhos.
- Empresários e empreendedores são o segmento que se destaca em empoderamento digital. Os resultados sugerem que ter um empreendimento no Brasil é algo que tem relação direta com maior alfabetização digital e gerenciamento pró-ativo dos dados pessoais online.
O que esses resultados dizem
Os brasileiros têm um bom nível de consciência sobre privacidade online e segurança digital em geral. O país também tem uma baixa lacuna entre preocupação e controle, ou seja, na diferença entre conhecimento e ação de fato, com 33%, bem abaixo dos 46% entre os suecos, por exemplo.
Entre os mercados pesquisados, o Brasil está no grupo que lidera o critério de mitigação de riscos e de ajustes pró-ativos de configurações de privacidade, juntamente com México, Argentina, Taiwan e Hong Kong, mostrando que os mercados da América Latina e do leste asiático são os mais bem posicionados globalmente.
Manter a privacidade agora exige que as pessoas tomem dezenas de pequenas decisões através de diferentes serviços. Se as configurações não são muito claras, as permissões são excessivas ou as práticas de coleta de dados são difíceis de entender, até os usuários mais cuidadosos podem sentir que só têm conhecimento parcial sobre como seus dados pessoais estão sendo tratados.
Marijus Briedis, diretor-chefe de tecnologia da NordVPN
Mas a pontuação mais baixa entre os brasileiros ficou na categoria de controle, o que mostra que o mercado do Brasil ainda é marcado por uma forte sensação de falta de poder sobre os dados pessoais e a vida digital. Isso reforça a necessidade de criar senhas mais fortes, navegar com mais privacidade com uma VPN.
Nesse cenário, a NordVPN é uma aliada fundamental que oferece mais segurança online com a funcionalidade de Proteção Contra Ameaças Pro™ que ajuda a identificar riscos digitais de modo preventivo.
Metodologia
A NordVPN entrevistou usuários da internet em 23 mercados na América do Norte, Europa, América Latina e Ásia entre 10 de fevereiro e 8 de abril de 2026. O estudo incluiu países como Estados Unidos, Canadá, Austrália, Reino Unido, Alemanha, Japão, Brasil e México, além de outros mercados na Europa e na Ásia.
A pesquisa explorou cinco aspectos da privacidade online: o nível de compreensão das pessoas sobre dados pessoais, o nível de segurança que elas sentem online, o nível de controle que elas sentem que têm, o quanto elas desejam receber alertas de violação de dados e com que frequência revisam as configurações de privacidade.
A pesquisa incluiu 1.000 participantes na maioria dos mercados e 800 participantes na Espanha, Coreia do Sul, Suíça, Hong Kong e Taiwan. A maioria dos participantes tem entre 18 e 74 anos, com faixas etárias locais ajustadas nos mercados selecionados.
Os entrevistados foram selecionados usando amostras de representatividade nacional com base em idade, gênero e local de residência. As respostas foram coletadas por meio de painéis de pesquisa online operados pela Cint, Norstat e SYNO International, dependendo do mercado.
Os materiais completos de pesquisa para este estudo podem ser encontrados aqui.
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