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Como a RFID Funciona?

Com a difusão cada vez mais rápida de formas digitais de pagamento (cartões de crédito, aplicativos diversos, criptomoedas, etc.), o dinheiro físico é cada vez menos necessário.

Laura Klusaite

Laura Klusaite

Aug 26, 2020 · Leitura de 5 min

Como a RFID Funciona?

Mesmo com as vantagens oferecidas por estas tecnologias e com o mundo financeiro se tornando cada vez mais virtual, também há certos perigos que envolvem o uso destas inovações.

O que é RFID, como esta tecnologia funciona e o que ela tem a ver com a segurança do seu dinheiro e das suas informações bancárias? Esta e outras perguntas serão respondidas neste artigo.

O que é RFID?

Sigla para Radio Frequency Identification (“identificação de frequência de rádio” ou “radiofrequência” em uma tradução livre para o português), designa uma tecnologia utilizada para escanear objetos diversos dentro de um determinado raio de alcance, sem a necessidade do contato físico com estes objetos.

A RFID serve, por exemplo, como alternativa ao sistema convencional de leitura de código de barras e é usada em vários tipos de documentos mais atuais (como documentos de identificação, passaportes, etc.) e até mesmo em pedágios.

Para pagamentos, a RFID é usada para cartões de débito e/ou crédito que não precisam de contato físico com as maquininhas para realizar as transações, realizando a comunicação entre os cartões (ou documentos) e os scanners por meio de um chip de identificação.

Resumindo: a RFID permite formas mais rápidas e fáceis de realizar pagamentos com dinheiro virtual.

Quais as vulnerabilidades da RFID?

Muitos usuários se preocupam com o fato de que criminosos possam usar equipamentos de leitura de RFID para, à distância, acessar estes cartões e roubar suas informações, ou até mesmo usá-los para fazer transações sem que a vítima saiba.

Muitas pessoas também alertam para o perigo potencial de que um criminoso possa escanear, por exemplo, informações de um passaporte ou qualquer outro documento pessoal com um aparelho que permita este procedimento e, então, copiar e duplicar estas informações, usando-as de forma ilegal.

Recentemente, empresas especializadas em produtos que usam tecnologia RFID vêm desenvolvendo alternativas para solucionar ou ao menos minimizar estas vulnerabilidades, como carteiras e bolsas com cobertura especial capaz de limitar o alcance de scanners usados para rastrear dispositivos com esta tecnologia.

Entretanto, estas medidas ainda precisam ser aprimoradas e todos os cuidados de segurança devem ser tomados pelos usuários.

Os bloqueadores de RFID funcionam mesmo?

Os materiais usados para bloquear ou limitar o alcance da RFID conseguem, de modo significativo, limitar funções de escaneamento por parte de aparelhos voltados para a leitura de dispositivos contendo chips de comunicação RFID.

Estes materiais incluem carteiras, bolsas e até materiais à prova d’água, cada um com capacidades específicas para bloquear a leitura de RFID. Em geral, são feitos de fibra de carbono ou alumínio, materiais capazes de proteger estes dispositivos contra ataques à distância.

Mas, se estas alternativas são caras demais, há formas de proteção mais baratas e que não perdem sua eficácia: você pode proteger seus dispositivos com RFID usando até mesmo uma camada de papel laminado, daquele mesmo que você usa para preparar certos pratos na sua cozinha.

Só que uma das questões fundamentais que nós precisamos responder é: usar a tecnologia RFID é algo tão essencial assim?

Os bloqueadores de RFID são mesmo necessários?

É verdade que há um registro muito grande de prejuízos financeiros causados por fraudes e roubo contra dispositivos que usam RFID, principalmente cartões de crédito/débito.

Só que os prejuízos financeiros causados pelo roubo físico destes cartões (ou outros meios para realizar crimes virtuais, como o uso de malwares) ainda são muito mais significativos do que as fraudes remotas contra dispositivos de RFID.

Então, estes golpes são muito menos frequentes do que as pessoas costumam pensar. Só para você ter uma ideia, em 2018 a UK Finance (uma associação bancária do Reino Unido) não registrou nenhum golpe deste tipo (enquanto a vítima ainda tinha a posse do cartão de crédito).

De fato, as tecnologias e os métodos usados pelos criminosos estão em constante evolução. Mas, por agora, há muitas evidências mostrando que este tipo de fraude está longe de ser algo realmente preocupante.

O bloqueio de RFID protege contra o roubo de identidade?

A possibilidade de um criminoso conseguir escanear cartões de crédito ou documentos de identificação com chips acessíveis por tecnologias de leitura como o RFID é algo real, embora esteja longe de ser algo comum, como deixamos claro logo acima.

Esta preocupação é legítima, já que ter informações pessoais roubadas ou clonadas é algo que traz consequências sérias para a vítima – e desfazer os danos pode ser algo impossível de se fazer.

Mesmo que esta seja uma preocupação válida, usar bloqueadores de RFID ajuda a evitar este tipo de crime – pelo menos contra as ameaças atuais. Aqui nós temos alguns motivos pelos quais você não deve se preocupar exageradamente com isto:

  • Quando escaneados, cartões de crédito usam códigos individuais em uma transação para concluir o processo, e este código usa uma criptografia muito avançada, garantindo a segurança do usuário.
  • A informação de um cartão que pode ser acessada por scanner não inclui dados sensíveis que, geralmente, os criminosos querem roubar (como o código de segurança que fica no seu cartão físico, por exemplo).
  • Para cometer este tipo de roubo, o criminoso teria que ficar fisicamente próximo da vítima, o que resulta em um risco muito grande de ser pego ou ter o ato filmado por alguma câmera de vigilância (bastante comuns em estabelecimentos comerciais, por exemplo) – e sem qualquer garantia de que o cartão da vítima poderá ser acessado.
  • Há páginas na internet com informações e detalhes de cartões de créditos de inúmeras vítimas, e é muito mais fácil um criminoso usar estas informações do que se arriscar tentando roubar dispositivos com leitura de RFID.

Em relação a documentos que usam RFID, como passaportes, e informação disponível por este método fica completamente criptografada. Na maioria dos casos, os dados só são acessíveis por meio de scanners verificados, do tipo que é usado em aeroportos e outros pontos oficiais de checagem.

Há também o fato de que a maioria dos passaportes emitidos desde a década passada já contam com camadas de materiais criados para limitar a RFID. Então, as ameaças mais comuns à sua conta não são mais físicas, mas sim virtuais.

Segurança de verdade começa pela criptografia

Os criminosos já sabem que não precisam usar meios físicos (como roubo por proximidade em dispositivos com RFID, por exemplo) para roubar dados pessoais, informações e dinheiro de suas vítimas – eles usam ataques cibernéticos para fazer isto.

A maior parte das ameaças está em todo tipo de vírus (malware) e-mails e mensagens de texto com links e arquivos infectados, aplicativos falsos, websites clonados para enganar os usuários e fazê-los preencher formulários revelando seus dados pessoais e informações do cartão, por exemplo.

É exatamente por isto que é essencial investir na segurança da sua rede e da sua conexão, mantendo seus sistemas sempre atualizados, usando um bom antivírus e um firewall profissional – e jamais acessar links e arquivos estranhos.

Melhorar sua segurança exige melhorar a criptografia dos seus dados. Usar uma VPN profissional, como a NordVPN, ajuda a fornecer criptografia adicional, melhorando a segurança das suas atividades online. Se você não tem familiaridade com este conceito, saiba o que é VPN (virtual private network) no nosso artigo sobre o assunto.

Se a segurança das suas informações bancárias é algo importante para você, então a NordVPN é uma ferramenta indispensável – seja no seu computador, em um smartphone, notebook, tablet ou qualquer outro dispositivo com acesso à internet.

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